As coisas acabam quando precisam acabar.

Não sei se concordo 100% com essa afirmação.

Nesses últimos anos como um homem solteiro, conheci e vivi muitas coisas diferentes das quais eu estava acostumado.

Aprendi nesse tempo a conversar e me envolver melhor com outras pessoas.

O meu eu do passado era bem mais tímido que o atual.

Com o passar do tempo, da convivência com novas pessoas e relacionamentos, me deparei com a verdade inexorável da separação.

O encerramento do convívio, do contato mais próximo.

Uma desagradável parte da vida.

Algo que eu tenho ficado cada vez mais cansado de passar de novo e de novo.

Se dar ao trabalho de conhecer uma nova pessoa, apenas para que alguém saia machucado pelas expectativas não alcançadas.

Mas da mesma forma que me cansa, eu vejo que é uma parte essencial/necessária da experiência que é a vida.

É impossível saber se ou como as relações vão terminar.

Não me refiro apenas a relações de namoro, estou englobando tudo nesse raciocínio.

Por não saber o que o futuro espera, a inércia é a pior escolha.

Novas relações vão ser construídas, pessoas vão sair feridas e a vida continua.

Isso me faz lembrar que, quando esse encerramento acontece, eu devo voltar ao meu interior.

Refletir sobre o todo para achar soluções melhores.

Nem sempre encontro uma solução agradável ou que seja capaz de cumprir.

Mas é melhor tentar evoluir do que permanecer o mesmo.


Eu preciso tratar cada relação como algo individual e não como parte de um todo, pois senão, eu acabo replicando ações que não condizem com aquela situação.

Não acho que eu tenha sido bruto, rude ou algo do tipo.

Mas posso ter sido evasivo, insensível, apático com pessoas que não mereciam esse meu comportamento.

O que resta é refletir mais, agir de acordo e ser recíproco.