Eu penso demais.

Muito mesmo.

Eu penso muito e normalmente não chego a conclusões definitivas.

Sinto como se eu estivesse comendo um chiclete.

Não importa quantas vezes eu mastigue, nunca será digerido.

Fórmulas lógicas que funcionam apenas para mim.

  • Não seria essa a resposta, pensar primeiro em si?

Novamente mastigando.

Hoje mais cedo mastiguei sobre o amor.

Mas pensei por uma perspectiva diferente.

Não do indivíduo que dá, mas do que recebe.

Talvez eu não tenha entregado o suficiente.

Em muitos momentos, eu gostaria de ser mais recíproco.

De poder dar mais do que tenho oferecido.

A verdade é que eu realmente poderia, não é difícil. Para mim, é até mais fácil.

Amar é fácil.

  • E por que não fazer?

Muitas respostas para apenas uma pergunta.

Mas a mais direta.

Eu não quero.

Talvez seja apenas a dor de um coração que se endureceu com o tempo.

Mas eu prometi à mim mesmo, que nunca mais colocaria a vontade de terceiros ante à minha.

  • Parece solitário.

Realmente.

Em muitos momentos eu sinto que não estou vivendo o máximo que poderia.

Tantos amores que se foram. Tantos contos que poderiam ter se tornado longas histórias.

Mas não vivo de poréns. Muito menos de “E se’s”

Vivo de escolhas.

E dessas escolhas, volto a mastigar.