Recentemente, uma amiga disse algo que ficou em minha mente.

  • “Às vezes, o óbvio precisa SIM ser dito em voz alta.”

Isso me fez pensar no quão simples e complexo essa afirmação é.

Pois devemos pensar que, o óbvio para um indivíduo, não é o mesmo para outro.

Sendo esse o caso, por que disso?

Além dos meus devaneios, seria necessário uma pesquisa mais a fundo para responder esta questão.

Caso já não exista.

Mas vamos refletir.

Duas famílias distintas.

A primeira, constituída de indivíduos de pele clara, classe social abastada, residindo em um bairro onde o maior problema é se o filho do vizinho de poucos meses de vida vai finalmente dar sossego para uma possível boa noite de sono.

A segurança é o comum.

A segunda, constituída de indivíduos de pele escura, de uma classe social humilde, residindo em um bairro onde o problema corriqueiro é se o filho mais novo vai voltar vivo da escola.

Neste caso, o perigo é o comum.

É de se notar que apenas falando em voz alta essas diferenças, já vemos distinção no “comum” para os indivíduos.

É comum para um desses grupos, não se preocupar com horários de entrar e sair de casa.

É comum para outro, saber que a partir das 19hrs, não deve-se transitar pelas ruas.

Então, como mostrado acima, o senso comum é um construto do meio onde o indivíduo vive.

Nesse caso, sim.

O óbvio precisa ser dito em voz alta.